O PSDB realizou na quinta e sexta-feira passadas o seu 3º Congresso Nacional que estabeleceu as novas diretrizes para o programa partidário. Mais do que uma referência interna, os rumos propostos pelo PSDB constituem uma nova agenda para o Brasil.
As idéias e propostas debatidas durante 11 seminários, realizados ao longo deste ano, têm como foco principal a retomada do desenvolvimento econômico e, por conseqüência, a melhoria das condições de vida de todos os brasileiros.
Este é o desafio mais urgente do Brasil: acelerar a economia sem abrir mão da estabilidade, ampliando a distribuição de renda e reforçando a confiança na democracia.
Em um cenário internacional amplamente favorável, o atual governo, na contramão da história, deixa escapar por entre os dedos grandes oportunidades de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento.
Nos últimos cinco anos o Brasil cresceu menos que a média do mundo, menos que os outros países da América Latina, com exceção do Haiti, e muito menos que os demais países emergentes.
No final de outubro, o Fórum Econômico Mundial divulgou relatório no qual mostra que o Brasil caiu mais uma vez no ranking global da competitividade: o Governo Lula pegou o País na 44ª posição e hoje estamos na 72ª. Isso significa, na prática, que estamos perdendo o bonde da história com um prejuízo incalculável paras as gerações futuras.
O Brasil não é só isso. Devemos honrar a obra de nossos avós que desbravaram o País e o fizeram crescer mais que qualquer outro ao longo de boa parte do século XX. Eles enfrentaram com sucesso sua agenda de ruralização do Brasil.
Adentraram o País com coragem e espírito empreendedor, construíram essa notável agropecuária que temos hoje e geraram excedentes para a nossa industrialização. Tal como eles o fizeram, devemos também enfrentar a nossa agenda.
Para tanto, devemos compartilhar com todos os brasileiros o diagnóstico dos nossos problemas e o conseqüente prognóstico que propomos.
Nossa legitimidade deve basear-se no compartilhamento de problemas e soluções. A população brasileira não necessita de tutela. Aliás, na ‘indústria’ em que não há tutela de nosso povo somos os melhores do mundo: o futebol.
Tal como no futebol, devemos ter princípios claros e simples sobre competitividade e sucesso, acompanhados de regras do jogo também claras e simples. Isto propiciará que cada brasileiro decida, sem tutela, sobre as suas escolhas nas várias relações sociais.
Todo o poder ao povo. Todo o poder à Sua Excelência: o trabalhador, consumidor, contribuinte, cidadão e eleitor brasileiro.
Minha experiência como prefeito de São José dos Campos mostra que quando a população entende a proposta de trabalho ela colabora e participa efetivamente.
A maior interação da população nas decisões que afetam diretamente a sua vida foi contemplada no manifesto tucano aprovado durante o Congresso. O documento defende a adoção de uma Reforma Política, com a implantação do voto distrital — sistema que aproxima mais o eleitor do eleito, melhorando a qualidade da representação parlamentar.
O PSDB também entende que para avançar é preciso se implantar uma nova filosofia de trabalho em áreas como a educação e segurança pública e se investir para valer em obras de infra-estrutura.
Acredito firmemente que a atualização do programa partidário tucano será um marco na história vitoriosa do PSDB. O diálogo permanente com a população será o principal instrumento de fortalecimento e de enraizamento do partido na sociedade brasileira.