Ir para o site Assinar RSS  
 
  02 de Fevereiro de 2010 | 11:24
Eleição 2010

A eleição de Lula foi um marco divisor de águas. Ela representou uma ruptura entre a população mais simples e os chamados formadores de opinião. Foi uma espécie de “grito de independência”, do tipo “Chega de tutela, eu voto em quem me parece melhor. Agora é Lula!”

Há muitas pessoas que não acreditam nisso. Pensam que os antigos formadores de opinião foram substituídos por uma nova classe de formadores de opinião. Continuam a acreditar que nossa gente mais simples votará em quem os novos formadores indicarem. Não creio nisso.
 
Certamente o Presidente Lula e a base política do atual governo terão uma influência importante nas eleições deste ano em vista dos índices de aprovação. Mas, em minha opinião, o que de mais importante aconteceu na eleição de 2002 não foi a eleição de Lula mas sim a ruptura com os formadores de opinião (quaisquer que sejam).

Assim, se, nós de oposição, soubermos demonstrar que o Presidente Lula está tentando “encabrestar” a população para votar em sua candidata (assim como “encabrestou” o PT), poderemos reacender o “grito de independência” e a população dirá: “Alto lá! Voto em quem acredito ser melhor.” O Brasil está mais maduro.

 



 
     
 
Comentários (15) Enviar para um Amigo Imprimir
 
     
  07 de Dezembro de 2009 | 16:49
O voto circunscricional

Voltamos à discussão da reforma eleitoral. Como diria Raul Seixas, é no tronco que se encontra o coringa do baralho. No caso, o tronco é aumentar o poder do voto. Todo poder à Sua Excelência, o Eleitor.

Não podemos deixar o candidato sem "residência fixa". É preciso estabelecê-lo. Para isso, é preciso o voto distrital ou circunscricional. O deputado Mendes Thame (PSDB-SP) e eu estamos apresentando um projeto que permite que os Estados estabeleçam o voto circunscricional. A probabilidade de passar não é grande, mas vamos insistir. E você, o que acha do atual sistema eleitoral? Comente!



 
     
 
Comentários (25) Enviar para um Amigo Imprimir
 
     
  18 de Novembro de 2009 | 15:08
Por que o governo do PT tenta calar o TCU?

As críticas de membros do governo à fiscalização de obras por parte do TCU, que pareciam esparsas, se transformaram agora em uma ação articulada comandada pelo próprio presidente na tentativa de calar o Tribunal. 

Mais que autoritária, essa ação do atual governo revela outra face ainda mais obscura do PT: a completa falta de coerência entre o discurso e a prática.

Na oposição, o partido é useiro e vezeiro em utilizar relatórios de Tribunais de Contas e de outros órgãos de fiscalização para apontar o dedo e fazer acusações, muitas vezes infundadas.

Tome-se como exemplo a atuação da bancada do PT em São Paulo. Em São José dos Campos, quando prefeito, coloquei em prática uma lei de autoria do Luiz Paulo Costa que estabelece a obrigatoriedade de todas as medições das obras realizadas no município serem encaminhadas periodicamente à Câmara. Ressalte-se que esse tem o sido o principal instrumento utilizado pelo PT na cidade para fiscalizar obras da prefeitura.

No mesmo sentido, apresentei projeto na Câmara Federal que reproduz essa fórmula no âmbito da União. Ou seja, todo o processo de execução das obras custeadas com recursos federais deve ser encaminhado para as câmaras municipais onde a obra está sendo executada. (Veja aqui a íntegra do projeto)

Com isso, ampliaremos o controle social dos empreendimentos, abrindo-se a possibilidade de vereadores, Ministério Público, imprensa, ONGs, entre outros, de ajudar na fiscalização das obras. E isso é bom para o governo! A fiscalização pode sim ajudar a corrigir distorções, fechar a torneira do desperdício e, com isso, economizar dinheiro público.

P.S. Sobre o relatório do TCU, que tanto incomoda o governo. Em 2009, foram fiscalizadas, de forma aleatória, 219 obras. Desse total, 41 apresentaram irregularidades graves com recomendação de paralisação e outras 22 estão com retenção cautelar de pagamentos.

Cabe a pergunta. Por que o governo do PT tenta calar o TCU?
 



 
     
 
Comentários (9) Enviar para um Amigo Imprimir
 
     
  10 de Novembro de 2009 | 15:39
O caso Geisy

Quando menino, acompanhei o surgimento da minissaia. Foi um escândalo à época, ainda mais na longínqua e pequena Américo de Campos, cidade de 5 mil habitantes.

Lembro-me da ousadia das moças com suas minissaias e pernas de fora, desafiando convenções e enfrentando pais e sociedade.Esse enfrentamento durou muito tempo mas, ao final, as moças venceram.

Passados mais de 40 anos, inacreditavelmente, o assunto volta à cena. O que era para ser um espasmo tardio virou bola de neve. De onde menos se espera bom senso, é daí mesmo que não vem.

A Uniban, ao invés de assegurar a liberdade de expressão (conquistada há 40 anos) da jovem Geisy Arruda, expulsou-a da universidade. Inacreditável. Ainda bem que a Uniban voltou atrás.

Esse episódio fez-me lembrar de uma lição que aprendi na vida pública: quando se faz uma bobagem (não repudiar a agressão à moça), fique quieto pois a chance de se fazer uma bobagem maior (expulsão) é muito grande.
 



 
     
 
Comentários (12) Enviar para um Amigo Imprimir
 
     
 
 
  Arquivo  
  · Fevereiro / 2010
· Dezembro / 2009
· Novembro / 2009
· Outubro / 2009
· Setembro / 2009
· Agosto / 2009
· Julho / 2009
· Junho / 2009
· Maio / 2009
· Abril / 2009
· Fevereiro / 2009
· Janeiro / 2009
· Dezembro / 2008
· Novembro / 2008
· Outubro / 2008
· Setembro / 2008
· Agosto / 2008
· Julho / 2008
· Junho / 2008
· Maio / 2008
· Abril / 2008
· Março / 2008
· Fevereiro / 2008
 
 
 
Dicas de Leitura

A Lógica do Cisne Negro - NASSIM NICHOLAS TALEB

O que o sucesso do Google e o 11 de Setembro têm em comum? Segund...  

Previsivelmente Irracional - Dan Ariely

Dan Ariely demonstra que a nossa capacidade de raciocínio tem def...

20%

Esse é percentual de aumento de despesas do governo com gastos com pessoal um ano pós-crise
Artigo

O PT mente como sempre! Por Raul Christiano

Nesta semana o PT exercitou um velho hábito durante os comerciais...

Uma nação de cócoras - Por Dora Kramer

Objetivamente: qual a necessidade de o presidente da República pa...