Emanuel Fernandes - Deputado Federal - PSDB
 
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Ética e Empreendendorismo
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   Inclusão social é educação. O resto é lorota. Não é só dar aula, no sentido clássico, educação é inclusão, tem que pegar a pessoa e colocá-la num patamar melhor do que ela se encontrava.

Ética para mim é ter uma Dona Maria sempre presente, me observando. Essa mulher é a mistura de várias pessoas que conheci ao longo das campanhas que participei. Simples, carente, mas propositiva. E todas as vezes que eu vou decidir alguma coisa, me faço a pergunta: “Será que a Dona Maria concorda?”. Isso para mim é ética: defender quem não está presente.

Numa família quando a situação está difícil, em vez de um bife inteiro todos passam a comer meio bife. Ter ética na política é você, como representante do Poder Público, vigiar e não deixar que ninguém coma bife escondido.

Nós políticos somos priorizadores, organizadores de fila. Não tem dinheiro para tudo, isso é óbvio. O que temos que ter é convergência de critérios. Ser ético é fundamental para construir e estabelecer um sistema de prioridades.

No Brasil, a gente faz uma força danada para não dar certo. A gente tem uma metodologia para subdesenvolver o País. A primeira delas é achar que alguém virá nos salvar. A outra é acreditar que com uma boa lei o País deslancha. Como se lei resolvesse o problema. Lei é pacto. Quem resolve os problemas são as pessoas. É o trabalho das pessoas.

No Brasil, o presidente acorda invocado e decide: “vamos fazer um plano aí para a gente crescer”. Isso é de um subdesenvolvimento atávico, juramentado, consciente, determinado. Como se os planos resolvessem todos os nossos problemas.

A melhor indústria do Brasil é o futebol. Nós exportamos jogadores um atrás do outro. Por quê? Porque no futebol a população conhece as regras. O garoto se é bom de bola, não se contenta com pouco, que jogar no Barcelona, quer ganhar US$ 20 milhões por ano. No futebol, somos competitivos, a gente quer mais, quer se desenvolver, a gente é protagonista. Na economia, estamos esperando um plano. Já pensou se inventassem um plano para desenvolver o futebol no Brasil. O povo nos dá essa lição. Porque no futebol ele é protagonista.

A gente tem essa péssima mania de escolher um bacana, que fará um plano, que irá salvar o Brasil. Essa é a chave do nosso subdesenvolvimento. Por isso é que temos que despertar o espírito empreendedor em todos.

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