O grande mal do Brasil é que estamos sempre esperando um
salvador da pátria. É um sentimento atávico,
vem de geração em geração. Não
existem salvadores da pátria! Quando a população
se conscientizar disso, começaremos a mudar o Brasil.
Existe algum responsável pelo meu insucesso? A pergunta está
errada. Ela espelha o nosso subdesenvolvimento. Não existem
culpados. Não é macumba, nem obra de algum americano
malvado. O Brasil é a somatória dos sonhos e esforços
de todos os brasileiros para alcançarmos esses sonhos.
Não leve as críticas e reclamações para
o lado pessoal. As críticas e reclamações são,
quase sempre, endereçadas ao governo, e este é pessoa
jurídica e não pessoa física. Por isso, quando
houver alguma crítica ou reclamação, acredite
nelas. Se forem verdadeiras, mude o que precisa ser mudado. Se forem
falsas, esqueça-as. Quem não gosta de críticas
ou de reclamações não deveria ser governante.
O slogan que colocamos em São José dos Campos foi:
São José é a gente que faz. É cada um
que faz. A somatória é que faz com que as coisas melhorem.
Governar não é somente fazer coisas, é construir
coisas e valores, hardware e software, corpo e alma
Quem entra na campanha batendo, quando assume o poder, governa apanhando
mais. Por isso é muito importante o jeito que você
ganha a eleição. A qualidade de qualquer governo é
sempre menor ou igual que a qualidade da campanha que o elegeu.
O político, sobretudo o parlamentar, tem que olhar a floresta
inteira. Ser um líder é ter essa visão global,
mas ao mesmo tempo observar o que está ao seu redor, o que
lhe rodeia.
O investimento que fizemos para sanear São José, o
esforço que fizemos é muito maior do que aquilo que
aparece em obras e projetos. A revolução está
em não fazer revolução.
As coisas em São José dos Campos sempre foram feitas
de acordo com a receita do bolo. Qual o prefeito que teve um grupo
de secretários como eu tive? Pessoas dispostas, que trabalharam
por uma administração digna e decente. Da nossa banda
temos as pessoas que têm espírito da receita de bolo
e não do confeiteiro.